quarta-feira, 23 de março de 2016

Resenha: O Vigor dos Condenados







Livro: O Vigor dos Condenados - O Último Mago Rei
Autor: Cardoso Junior
Ano: 2014
Editora: Chiado Editora

Edição: 1ª
Páginas:  530 (21 cap.)
Gênero: Fantasia








Os reinos da Terra-dos-sem-fim estão prestes a travar a mais cruel das guerras que se tem notícia. Após a traição e assassínio de Jolz, o rei de Moth, terra dos magos, pelos sombrios Blackfish de Blafh, os países da Aliança vão organizar uma ofensiva à política totalitária d dominação usada pelos inimigos blafhenses. Dessa forma, salvaguardando a honra dessa terra mística.

Para o jovem Adhonai Altanza a situação não é nada boa, pois agora, além de ter de enfrentar as responsabilidades de rei de Moth, ele tem de sobreviver aos constantes ataques  mortais a sua vida e ao mistério de sua descendência de Mago Rei. E para piorar, Hock Time, o Grande Mago, reluta em assumir o seu crucial papel nessa guerra sangrenta, contudo, o despertar de uma antiga magia das trevas e o surgimento da vingança dos condenados vão fazer com que cada um na Terra-dos-sem-fim se apresse em encontrar o seu lugar no conflito dos reinos.
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Este livro é realmente surpreendente. Minha opinião em relação a ele mudou várias vezes durante a leitura: no início, como tinha muita descrição e apresentação de enredo e personagens, eu achei que ele ia ser um pouco chato; no meio, devido a habilidade narrativa do autor e a construção bem planejada da estória, eu já estava gostando bastante do livro; e no fim eu estava realmente admirado e com o queixo caído com o desfecho da estória e a qualidade da obra num todo.

Cardoso Junior cria uma terra mágica muito original, cheio de reinos místicos, magos, elfos, fadas, monstros, reis, lendas e mistérios. Muitos podem achar o cenário um pouco repetitivo, pois hoje em dia se encontra aos montes livros com terras mágicas formada por reinos de elfos, reinos de homens, reinos de magos, e etc. Mas o diferencial desta obra é a estória criada a partir deste cenário, uma narrativa ceia de romance, aventura, emoção e ação que prendem o leitor página após página.

Um fato que eu achei bem importante e gostei muito foi a narração sob dois pontos de vista, um do lado dos protagonistas e outro do lado dos antagonistas. Desse modo, mostrando "os dois lados da moeda" e dando significado e mostrando os motivos dos acontecimentos da estória. Os personagens são muito originais e alguns bem cativantes. Hock Time é um cara sensacional, me faz lembrar muito de Magnus Bane, de "Os Instrumentos Mortais", duas pessoas cheias de estilo, poder, senso de estilo, atitude e sabedoria.O Oráculo é uma personagem muito legal, teve uma participação em uma batalha que me deixou pasmo. Muito legal! Uriah Blackfish, ôh coitado, tinha tanta pena dele. Eu poderia falar muito sobre cada um dos personagens, mas não vou me estender muito.


Teve uma parte da narração que eu achei bem parecida com a de Tolkien em "O Senhor dos Anéis", que foi a da descrição das batalhas, guerras e duelos. O autor foi detalhista na medida certa, acrescentando ação e emoção sem cansar o leitor.

Mas o obra também possui os seus "poréns", alguns mínimos pontos negativos. Um deles foi alguns erros de revisão no texto, algumas vezes a obra omitia umas palavras e noutras ela as usava de forma duvidosa. Eu gostaria que o autor tivesse descrito melhor as magias, feitiços e os símbolos e brasões dos reinos, que são coisas que eu gosto muito em obras fantásticas, mas eu acho que isso é porque eu leio muito "Harry Potter" e "As Crônicas de Gelo e Fogo", portanto, me perdoem. Mas os trechos de aventura e ação compensam qualquer erro, deixando o leitor bem satisfeito.

O que nos resta agora é esperar pelo próximo livro, "O Servo Ahída". Essa série promete muito ainda. Tomara que ela receba o seu merecido sucesso e destaque. E por favor Cardoso Junior, nos surpreenda, criando uma continuação ainda melhor.

Nível de Recomendação: 8;
Capa: 7;
Trama: 8,5;
Enredo: 8;
Desfecho: 9.

3 comentários:

  1. quer q eu marque ele aqui ?hahahaha

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  2. Olá Jean, fico feliz que tenha gostado do livro. Ser escritor no Brasil é uma tarefa bastante difícil, mas saber que cativei o coração de ao menos alguns, é muito gratificante. Sobre a continuação (que por sinal está pronta) só me falta o apoio necessário para colocá-la no mercado. Tomara que seja em breve e que faça jus às suas expectativas. Um abraço, Cardoso. PS: realmente tem uns erros bizarros de revisão que eu já mandei pra Editora. Valeu a crítica!

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  3. Olá Cardoso, tudo bem?
    Fico honrado de ter você aqui no blog. E eu realmente fico receoso sobre ser escritor no Brasil, eu queria tanto começar a escrever meus livros, mas as perspectivas não são muito animadoras. Mas vamos à luta! Estou bem ansioso pelo próximo livro da sua série.
    Abraços, Jean.

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