quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Especial: Literatura Distópica

    A Literatura Distópica é o gênero da literatura composto por narrativas que abordam temas relacionados à opressão, revoluções e lutas por direitos melhores. Estórias que retratam sociedades regidas e comandadas pelo totalitarismo, o autoritarismo e o controle opressivo da comunidade onde tudo se passa, em que, muitas vezes, tais sociedades mostram-se corruptíveis e as normas comuns criadas com o objetivo de proporcionar-lhes o bem comum se mostram flexíveis e opressivas, e, ocasionalmente, as instituições e corporações fazem uso de tecnologias como ferramentas de controle (NUNES).
       A palavra distopia tem origem a partir de raízes gregas, onde, em uma tradução clara e objetiva, ‘dis’ significa ‘dificuldade, dor, privação ou infelicidade’; e ‘topia’ significa simplesmente ‘lugar’. Portanto, a expressão distopia é utilizada para exprimir um ‘lugar ruim, infeliz’. O primeiro uso conhecido da palavra foi em um discurso ao Parlamento Britânico feito por Gregg Webber e Stuart Mill, em 1868 (WIKIPÈDIA).
     As obras da Literatura Distópica trazem estórias que representam a total oposição às utopias literárias ou promove vivências em “utopias negativas”. Isso se deve ao fato das utopias tratarem e abordarem uma sociedade em um mundo perfeito, onde tudo é bom e justo, um ambiente totalmente feliz.

     Muitas vezes, a distopia é confundida com a ficção científica, principalmente pelo fato de se passarem em um futuro à frente da realidade em que foi escrito. Contudo, deve-se ter muito cuidado ao fazer tal classificação, pois em uma estória distópica o que realmente importa são as situações de opressão e revoluções, muito mais do que os meios utilizados para criar as distopias. Além disso, existem muitas distopias se misturam a situações fantásticas, por exemplo (SANTANA).
   A Literatura Distópica começou a se desenvolver e a ganhar destaque nos meios literários principalmente a partir do século XX, quando surgiram obras distópicas que se tornaram verdadeiros clássicos da literatura universal. Alguns exemplos são as obras “1984”, de George Orwell; “Admirável Mundo Novo”, de Aldous Huxley e “Fahrenheit 451”, de Ray Bradbury.
Leitura Atual   

     Atualmente, as distopias tem ganhado muito destaque na literatura contemporânea, principalmente em obras infanto-juvenis, como é o caso da trilogia “Jogos Vorazes”, de Suzanne Collins e da série “Divergente”, de Veronica Roth.

6 comentários:

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    1. Olá João.
      Que bom que você gostou, este é um gênero muito legal mesmo.
      Abs., Jean.

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  2. Oi Jean, eu amei seu post! Eu sou apaixonada por distopias, desses que você citou eu já li todos.
    Admirável Mundo Novo é um dos meus livros favoritos, junto com Laranja Mecânica.
    Você conceituou bem o gênero, parabéns!
    Beijos

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    1. Olá Francine, que bom que você gostou! Também sou louco por estórias distópicas, principalmente as juvenis e contemporâneas. E inclusive aquela referência feita no texto é sua, seus posts sobre distopias me ajudou bastante na compreensão acerca deste gênero.Muito obrigado!
      Abraços, Jean.

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  3. E completando, vi que você está lendo 1984. Está gostando? Eu amei esse livro, depois quero ver resenha pra saber o que você achou.
    Abs

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    1. Oi mais uma vez. Sim, eu estou lendo a obra "1984" de George Orwell e estou gostando muito dele. Que bom que você gosta dele, me incentivou ainda mais a terminar de lê-lo rápido. A resenha sai em breve.
      Abraços, Jean.

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