terça-feira, 27 de outubro de 2015

Resenha: Morte Súbita

Leitura Atual    Livro: Morte Súbita
   Autor: J. K. Rowling
   Ano: 2012
   Editora: Nova Fronteira

   Edição: 1ª (2012)
   Páginas: 504
   Gênero: Ficção e Romance
   Pagford, uma pequena cidade inglesa, distante do mundo e de seus avanços tecnológicos. Um lugar pacato, sossegado e simples, aparentemente. Com seus habitantes e moradores donos de personalidades e características.
    Temos os Mollison, uma família importante, rica, influente e ocupante de altos cargos no Conselho Distrital. Os Weedon, com seus familiares dispersos e instáveis que vivem em meio aos vícios, à pobreza e a prostituição. Os Jawanda, uma família “bomba-relógio”, que vive somente de aparências. E os Fairbrother, sempre tão altruístas e prontos a ajudar, principalmente Barry, o protagonista desta estória.
   Tudo começa a se complicar coma morte súbita de Barry, um homem de meia idade e ruivo (Nossa! J. K. gosta mesmo de ruivos) que faz de tudo para promover a paz e o bem em Pagford. Mesmo que para isso tenha de enfrentar as piores pessoas. Mas que ele se foi muitos conflitos surgirão com relação ao destino de Fields, o bairro pobre e problemático, a possibilidade de fechamento da Clínica Bellchapel para reabilitação das dezenas de drogados de Fields e a nova eleição para substituir a vacância do cargo de conselheiro de Barry Fairbrother.
    Tudo isso em meio a muitos problemas familiares e sociais, tão corriqueiros e familiares à todos. Com surpresas a cada capítulo.

   Não posso dizer que não gostei do livro, mas também não vou dizer que adorei ele, considerando a autora da obra (J. K. Rowling sensacional, incrível e muito mais) confesso que esperava mais dele. A única coisa que salvou-o da chatice foi o desfecho, tão emocionante e dramático. Por isso, se alguém for ler o livro e logo no começo desanimar e achar chato, não desista, o final é satisfatório.
    E um último ponto que torna a obra boa é o modo de escrita da J. K., que vai envolvendo o leitor cada vez mais na estória e nos dilemas dos personagens.
    Minha personagem favorita é Krystal Weedom, uma garota forte, corajosa, destemida e como a própria escritora diz "... engraçada e durona, impossível de intimidar, sempre pronta para a briga...". Além disso, ela sofre tanto e tem um final que... só posso dizer que dá vontade de chorar no final.


    Meu trecho preferido nessas longas 500 páginas é este:
  "... Várias imagens entrecortadas lhe passavam pela cabeça enquanto as suas mãos tentavam fazer o que precisava ser feito. O sr. Fairbrother correndo pela margem do canal, com seu agasalho esportivo, acompanhando a equipe que remava. O rosto da avó Cath, com aquela expressão feroz de dor e amor. Robbie esperando por ela, na janela da casa da família substituta, estranhamente limpo, pulando de felicidade ao vê-la se aproximar da porta....    Quando Kay e Gaia chegaram e a polícia resolveu arrombar a porta, Krystal Weedon já tinha alcançado a sua única ambição: se juntar ao irmão num lugar onde ninguém mais poderia separá-los." (pg. 480)

    Nível de Recomendação: 9;
    Capa: 5;
    Trama: 8,5;
    Enredo: 8,5;
    Desfecho: 1 milhão!

2 comentários:

  1. Olá João Paulo.
    Sim, o livro é cheio de suspense, mistério e emoção. Uma obra razoavelmente boa.
    Abs., Jean.

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